Saiba como fugir dos 11 maiores erros financeiros


Saiba como fugir dos 11 maiores erros financeiros


Veja os maiores erros que você pode cometer com seu dinheiro e saiba fugir deles.

Você economiza na hora do almoço no trabalho, só compra produtos na promoção, paga seu cartão de crédito dentro do prazo e ainda planeja suas férias tão desejadas a cada ano. Se você faz tudo isso sem passar por nenhum sufoco, significa que cuida muito bem de suas finanças. Mas o ano novo é sempre um bom momento para um novo desafio: que tal turbinar suas finanças em 2013?

Mas você sabe como? O site LearnVest tem a resposta: aprender com os principais erros financeiros. A publicação compilou os 11 maiores erros que as pessoas cometem no dia a dia e nem os percebem. Os planejadores financeiros mostram quais são eles e porque você não deve fazê-los:

1. Não poupar para a aposentadoria quando estiver empregado É fácil achar desculpas para não poupar para a aposentadoria, afinal, você tem outras prioridades no momento, como a reforma da sua casa, o carro zero na garagem ou porque simplesmente ganhará mais quando for mais velho. Isso, para os planejadores, é um erro muito comum. 

Você deve poupar enquanto está ganhando, sempre. Mesmo que pareça pouco no momento. Ter um programa de poupança para aposentadoria é uma boa opção, mesmo se sua empresa não ofereça um plano.

2. Não ter um segundo plano para quitar suas dívidas Não deixe aquela voz discreta te dizer: “minha dívida do cartão não é tão ruim quanto à dívida do meu amigo” ou “vou pagar tudo o que puder neste mês”. Estes são exemplos de racionalizações que não retiram as pessoas das dívidas, pelo contrário. Assim, se qualquer um desses pensamentos cruzarem suas mentes, tenha um plano para sair da dívida imediatamente.

Os especialistas dão três passos que você deve tomar:

1. Certifique-se de que você não está gastando mais do que ganha.

2. Decida o quanto reservará para quitar suas dívidas a cada mês, e cumpra-os.

3. Descubra o seu prazo final para cada uma das dívidas e siga à risca seus pagamentos, sem entrar em outras.

3. Não fazer contas antes de tomar empréstimos estudantis Está considerando fazer uma pós-graduação? Tem algum filho que está indo pra faculdade? Se você ou alguém da sua família ou amigo está planejando fazer algum empréstimo estudantil, deve tomar muito cuidado com uma das maiores armadilhas desses financiamentos: assumir dívidas enormes sem saber a quantia dos pagamentos mensais ou seus juros. Não
seja pretensioso ao achar que sairá já com um cargo bem remunerado para, depois, pagar essa dívida.

4. Não ter um orçamento Se você quiser ter um controle de seu dinheiro, você precisa saber para onde ele está indo e planejar com antecedência no que será gasto: você precisa de um orçamento que funciona com seu estilo de vida.

Isso pode parecer assustador, mas os especialistas no assunto dão algumas dicas. Basicamente, a regra diz que seu salário deverá ser repartido entre: 50% para despesas essenciais, como habitação e transporte; 20% para prioridades financeiras, como aposentadoria e dívidas; 30% ao seu estilo de vida, que vão desde presentes, viagens até jantares, roupas e cursos.

5. Gastar todo seu salário Embora seja um aspecto positivo saber onde será gasto cada real de seu salário, você precisa prever alguns imprevistos. Quando montar seu orçamento, inclua um “caixa dois” pequeno, ou uma poupança para emergências que possa cobrir algumas contas extras, como o conserto do carro ou alguma despesa médica.

6. Não ter o suficiente na poupança para emergência Depois que você criou a poupança para emergências, não basta apenas poupar R$ 1 mil ou R$ 2 mil. Isso pode ajudá-lo para alguma emergência passageira, mas não te apoiará caso fique muito doente. Segundo os especialistas do site, estima-se que você deva guardar em torno de R$ 25 mil para não passar por sufoco futuro.

A quantia também dependerá do valor de seu salário e seus gastos, então a melhor forma de fazer essa poupança é acumular de acordo com o que ganha e não gastar além das emergências reais.

7. Não saber usar seu cartão de crédito Uma das coisas mais importantes para suas finanças é entender os impactos dos juros do seu cartão de crédito. Para não correr o risco de não conseguir pagar seus débitos, os especialistas dão algumas dicas básicas para controlar os gastos do seu cartão: 1. Pague suas dívidas dentro do prazo. 2. Usar apenas 10% a 30% do seu crédito disponível. 3. Verifique seu limite de crédito e o valor dos juros.

8. Não perceber que o pagamento de um carro pode afetar outros objetivos O sonho da maioria dos empregados é ter seu carro próprio. Para isso, eles fazem parcelamentos que duram anos, sem perceber que essa dívida pode afetar outros objetivos mais urgentes para seu futuro.

Além do orçamento já comprometido com as parcelas, ainda terá gastos básicos como reparos, gasolina e estacionamento. Então, pense bem antes de adquirir mais essa dívida.

9. Não nomear um tutor aos seus filhos menores de idade Você precisa nomear um tutor para seus filhos menores de idade, caso o pior aconteça. Uma pergunta simples: se você morrer, realmente quer que o Estado decida com quem seus filhos vão ficar?

10. Não ter seguro de vida, se tem crianças Mais uma vez, precisa pensar na pergunta: no caso de sua morte inesperada, como é que sua família vai cobrir despesas de curto a longo prazo? Comprar uma apólice de seguro adequada garante a proteção de sua família.

11. Não ter um plano para suas finanças Se você tem um plano em prática para pagar suas dívidas, criação de poupanças e para guardar o dinheiro para sua aposentadoria, isso é um bom começo - mas não é tudo. Além de ter todas essas reservas de dinheiro, ter um plano para o resto dele é fundamental para seguir uma vida saudável e realizada, afinal, nada pior que não ter planos para uma viagem, um jantar em um restaurante caro, uma roupa de marca ou qualquer extravagância que seu dinheiro possa te permitir.

Ainda, seu dinheiro também pode te ajudar a descobrir onde você quer estar daqui 10, 15 ou 30 anos. Saiba chegar lá com sucesso.


Fonte: InfoMoney - São Paulo/SP

EDUCAÇÃO PARA A VIDA




Quando se fala em educação, pensamos imediatamente em escolas, alunos, professores, materiais didáticos. A educação é o sistema de uma família, é um costume que se carrega de pai para filho, é um modo de vida.

Mesmo uma pessoa que nunca freqüentou uma escola muitas vezes tem muito mais a ensinar do que uma que freqüentou várias universidades e que possui vários diplomas.

Para Brandão (1981), entende-se por educação um processo de humanização que se dá ao longo de toda a vida.

A escola não é o único lugar onde a educação acontece e talvez não seja o melhor e ninguém escapa da educação, mesmo sem freqüentar uma instituição de ensino, e antes de ir a escola todas as pessoas de uma maneira ou outra aprendem muitas coisas com a família, com o grupo a que vivem, são educados conforme as suas tradições e costumes de seu povo.

Em vários momentos da história, tipos diversos de sociedades criaram diferentes caminhos para percorrer a estranha aventura de lidar com o saber e os poderes que ele carrega consigo.

Nos dias atuais, há uma retórica cada vez mais abundante no papel da educação na sociedade. Ela deixa de ser um processo natural na evolução humana para virar estudo e discussão. Tanto na educação familiar como na escolar, a preocupação excessiva de práticas, psicologias, métodos, recursos, tecnologias e outros, vem tirando de foco a reflexão do que é fundamental no processo educacional.

É claro que não podemos ignorar o momento que estamos vivendo "a Era do Conhecimento", sobre tudo porque o processo de globalização das telecomunicações nos traz conseqüentemente conhecimentos e informações rápidas de forma acessível, processo este que é a riqueza do novo tempo.

Tudo isso precisa ser dosado a partir do momento que estamos comprometidos com o essencial da educação, o ato de educar. Ser pai, professor, mestre é ter consciência e sensibilidade. Pais e educadores, não só transformam a informação em conhecimento e consciência crítica, mas também pessoas em cidadãos.

Não basta educar para a tolerância e para a liberdade, sem o forte vinculo estabelecido entre igualdade e solidariedade. Esta implicará no despertar dos sentimentos de indignação e revolta contra a injustiça e, como proposta pedagógica, deverá impulsionar a criatividade das iniciativas tendentes a suprimi-la, bem como levar ao aprendizado da tomada de decisões em função de prioridades sociais.

Todos os dias misturamos a vida com a educação ou com a falta dela. Quando nos deparamos com um indivíduo "sem educação" não estamos dizendo que ele não freqüenta a escola e sim que a família não soube ensinar os princípios morais e éticos para conviver em uma sociedade, isto se chama educação.

Muitos de nossos alunos estão "sem leis e sem regras" (sem limites), a família está transferindo a educação que deveria ser dada pelos pais, para a escola e para a sociedade.

Muitas famílias estão despreocupadas em dar a educação, os pais tem certa tendência de querer colocar nas mãos da escola o processo de educação dos seus filhos: "eu trabalho o dia inteiro, tenho muitos afazeres, tenho mais o que fazer na vida, não tenho tempo, não tenho informação, não tenho instrução nesta área, então a escola deve educar o meu filho".

Isto tem dificultado a aprendizagem de muitos alunos, os professores perdem muito tempo em acalmar e acomodar os discentes gerando muitas vezes um conflito entre alunos, pais e professores.

Não há melhor forma de educação, melhor processo de se transmitir o que quer que seja do que o exemplo, e os filhos seguem o exemplo de seus pais, seja bom ou seja ruim.

As leis de ensino do país garantem que: "a educação é um direito de todos e será dada no lar e na escola. A família cabe escolher o gênero de educação que deve dar a seus filhos." Segundo a Enciclopédia Brasileira de Moral e Civismo (1986) "a educação é a atividade criadora que visa a levar o ser humano a realizar as suas potencialidades físicas, morais, espirituais e intelectuais.

É um processo contínuo, que começa nas origens do ser humano e se estende até a morte."


Fonte: http://www.webartigos.com/artigos/educacao-para-a-vida/59764/


AGRADECIMENTO PELOS MAIS DE 50 MIL ACESSOS!



Olá, queridos leitores!



Toda a equipe do Portal Rede do Saber gostaria de agradecer pelos mais de 50 mil acessos.

Ficamos muito honrados com essa nova marca, que tem um grande significado para toda a nossa equipe, pois demonstra que estamos conseguindo desenvolver postagens que são de grande interesse para um número cada vez maior de educadores e demais profissionais da área da educação de todo o Brasil.

Temos feito um grande esforço com o objetivo de trazer informações importantes para toda a comunidade escolar e esperamos que nossas atividades estejam beneficiando vocês.

Continuem enviando sugestões e críticas, pois cada comentário ou mensagem traz contribuições e aprendizado para toda nossa equipe.

Aguardem as novidades que preparamos para o início do ano letivo de 2013.

Desejamos um NATAL ILUMINADO para todos os nossos leitores e um ANO NOVO REPLETO DE FELICIDADES para todos vocês e seus familiares!



Um forte abraço a todos!

Câmara analisa projeto de lei que pune violência contra o professor


Câmara analisa projeto de lei que pune violência contra o professor


A Câmara dos Deputados  analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino. 

Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente. 

A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante. 

Indisciplina 
De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. 

Quando eu era estudante do ensino médio, os meus professores me serviam de referência, era possível ser amiga deles. Ao mesmo tempo em que podíamos brincar com eles, havia um respeito enorme por aqueles que nos ensinavam um pouco mais dia a dia. É muito triste perceber que o desrespeito e a violência ao professor imperam no dia de hoje.


Fonte: http://www.blogfalandofrancamente.com/2011/04/camara-analisa-projeto-de-lei-que-pune.html

Como faço um diagnóstico correto para montar grupos que sejam produtivos?


O primeiro passo é pensar no conteúdo a ser ensinado e nos objetivos específicos da atividade. Só depois de ter claras as duas informações, é hora de verificar o que a turma já sabe, o que se alcança com a investigação do nível de conhecimento de toda a classe e de cada aluno individualmente.

De acordo com César Coll, a aprendizagem sempre tem como base conceitos, concepções, representações e conhecimentos construídos durante as experiências prévias dos estudantes. "Isso é o que condiciona em um alto grau o resultado da nova aprendizagem", explica ele no livro Aprendizagem Escolar e Construção do Conhecimento.

Esse mapeamento é o ponto de partida das ações do professor e o que dá apoio para a divisão em grupos, em que se reúnem os que têm condições de trocar em determinada tarefa.

Quanto mais se sabe sobre o nível de conhecimento da garotada e o conteúdo a ser ensinado, mais produtivo é o agrupamento. Por isso, não basta fazer um diagnóstico no começo do semestre.

A sondagem individual tem de ser repetida ao longo do ano, e o desempenho de cada um, acompanhado de perto em observações e na análise das produções.

Diferentes conteúdos exigem variados tipos de diagnóstico. Para verificar o que as crianças sabem sobre o basquete, por exemplo, nada melhor do que primeiro propor que assistam a uma partida e façam comentários.

Em seguida, entregar uma bola a elas e deixar que mostrem esse conhecimento na prática, em quadra.

Outro exemplo: para verificar como os recém-chegados à pré-escola escrevem e o que pensam sobre o sistema de escrita, o ideal é analisar o que produzem tendo lápis e papel nas mãos.

Há a necessidade também de fazer diferentes diagnósticos dentro de uma mesma disciplina, como Matemática. "Uma atividade para avaliar o conhecimento sobre o sistema de numeração não se parece em nada com a que se faz quando o assunto é espaço e forma", cita Priscila Monteiro, coordenadora da Formação em Matemática da prefeitura de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, e formadora do projeto Matemática É D+, da Fundação Victor Civita. "Para a primeira, o desafio seria comparar diferentes valores de algarismos conforme a posição que ocupam no número.

Já em relação à segunda, o diagnóstico exige, por exemplo, descrever o trajeto desde a casa até a escola ou identificar uma figura plana específica no meio de outras." 


Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/interacoes/como-agrupo-meus-aluno

Agradecimento pelos mais de 40 mil acessos!



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Sabemos que não é grande coisa se comparado a portais famosos, mas para as nossas atividades isso tem um grande significado, pois demonstra que estamos conseguindo desenvolver postagens que são de interesse para um número cada vez maior de pessoas.


Temos feito um grande esforço com o objetivo de trazer informações importantes para a comunidade escolar e esperamos que nossas atividades estejam beneficiando vocês.


Continuem enviando sugestões e críticas, pois cada comentário ou mensagem traz contribuições e aprendizado para toda nossa equipe.


Aguardem as novidades que preparamos para este ano e aproveitem o carnaval para descansar ou pular muito.




Um forte abraço a todos!

Como agrupo meus alunos?


                                                               

Em duplas, trios, quartetos... Para definir a melhor alternativa, é necessário, antes de mais nada, diagnosticar o que cada um sabe sobre o conteúdo. Como forma de ajudar nessa tarefa essencial para a aprendizagem, respondemos a 13 questões sobre o tema.


As professoras Ana Paula Kordash e Vera Lúcia Guastapaglia, da EMEF Leandro Klein, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, lecionam para uma turma de 5º ano. Para ensinar conteúdos de todas as disciplinas, muitas vezes elas dividem os 28 alunos em grupos, mas nunca de forma aleatória.

A razão é simples: as duas já sabem que colocar trabalhando juntos os que têm saberes diferentes é uma forma poderosa de fazer todos aprenderem. Para tanto, sempre iniciam uma atividade com um diagnóstico em que verificam o que cada um sabe sobre o tema em questão. Só então planejam as situações de interação. Três delas - em Língua Portuguesa, Matemática e Geografia - são mostradas nas ilustrações nos quadros abaixo.

O procedimento de Ana e Vera - e de outros professores que usam os agrupamentos em sala para ensinar - está baseado em conhecimento produzido desde o início do século 20 por pesquisadores de diferentes áreas. Em 1930, o psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934) já chamava a atenção para a importância da interação entre a criança e o professor e entre a criança e os colegas em situações de aprendizagem. Em A Formação Social da Mente, ele afirma que o bom aprendizado é aquele que foca o potencial que o aluno pode desenvolver com a ajuda de outros. Trabalhar em grupo, então, não é apenas importante, mas fundamental para ele.

Os estudos realizados na área destacam as condições em que se dá esse processo - o que inclui o conteúdo e o conhecimento prévio da turma -, além da importância do intercâmbio cognitivo, que traz avanços conceituais. O progresso alcançado quando os integrantes de um grupo confrontam pontos de vista moderadamente divergentes foi comprovado por pesquisa de Anne Nelly Perret-Clermont, da Universidade de Neuchâtel, na Suíça.

Eles estão relatados no livro Desenvolvimento da Inteligência e Interacção Social, de 1979. Independentemente de as opiniões dos estudantes estarem certas, ela comprovou que a diversidade de posições leva a conflitos e, em consequência, ao desenvolvimento intelectual e à aprendizagem.

Isso fica claro na alfabetização, campo em que os agrupamentos são mais difundidos. No início dos anos 1980, pesquisas da educadora argentina Ana Teberosky mostraram como é produtivo agrupar os pequenos com colegas que apresentam hipóteses diferentes (mas próximas) sobre leitura e escrita. Apesar de tudo isso, poucos professores utilizam os grupos de forma criteriosa.

Hoje, um dos núcleos de destaque na investigação sobre a interação é integrado por César Coll, da Universidade de Barcelona, que, entre outros aspectos, estuda o papel do professor. Segundo ele, cabe ao educador criar condições para que os alunos realizem o trabalho com os próprios instrumentos e manter o agrupamento sempre produtivo. Para ajudar você nessa tarefa, NOVA ESCOLA selecionou 13 questões de leitores sobre o tema - entre 60 enviadas pelo site.

Critérios de agrupamento

Reescrita de conto

Disciplina:  Língua Portuguesa
Objetivo:  Desenvolver a produção de textos com base na linguagem que se usa para escrever
Conteúdo:  Produção de textos
Critérios de agrupamento:  Duplas, em que os dois têm nível de conhecimento próximo, mas habilidades distintas no que se refere à ortografia e à coesão de texto
Papel do professor:  Vera Lúcia Guastapaglia acompanhou o trabalho para garantir que os integrantes trocassem informações e se ajudassem para que ambos avançassem
Interação entre alunos: Para reescrever a história, cada dupla produziu um texto e o redigiu conjuntamente, alternando o papel de escriba

Ser professor: uma escolha de poucos




Pesquisa com estudantes do Ensino Médio comprova a baixa atratividade da docência



Nos últimos anos, tornou-se comum a noção de que cada vez menos jovens querem ser professores. Faltava dimensionar com mais clareza a extensão do problema. Um estudo encomendado pela Fundação Victor Civita (FVC) à Fundação Carlos Chagas (FCC) traz dados concretos e preocupantes: apenas 2% dos estudantes do Ensino Médio têm como primeira opção no vestibular graduações diretamente relacionadas à atuação em sala de aula - Pedagogia ou alguma licenciatura (leia o gráfico abaixo).

Uma profissão desvalorizada
Só 2% dos entrevistados pretendem cursar Pedagogia ou alguma Licenciatura, carreiras pouco cobiçadas por alunos das redes pública e particular
Ilustração: Mario Kanno
Fonte: Pesquisa Atratividade da Carreira Docente no Brasil (FVC/FCC)

A pesquisa, que ouviu 1.501 alunos de 3º ano em 18 escolas públicas e privadas de oito cidades, tem patrocínio da Abril Educação, do Instituto Unibanco e do Itaú BBA e contou ainda com grupos de discussão para entender as razões da baixa atratividade da carreira docente. Apesar de reconhecerem a importância do professor, os jovens pesquisados afirmam que a profissão é desvalorizada socialmente, mal remunerada e com rotina desgastante (leia as frases em destaque).

"Se por acaso você comenta com alguém que vai ser professor, muitas vezes a pessoa diz algo do tipo: 'Que pena, meus pêsames!'"
Thaís*, aluna de escola particular em Manaus, AM

"Se eu quisesse ser professor, minha família não ia aceitar, pois investiu em mim. É uma profissão que não dá futuro."
André*, aluno de escola particular em Campo Grande, MS

* Os nomes dos alunos entrevistados foram alterados para preservar a confidencialidade da pesquisa


O Brasil já experimenta as consequências do baixo interesse pela docência. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apenas no Ensino Médio e nas séries finais do Ensino Fundamental o déficit de professores com formação adequada à área que lecionam chega a 710 mil (leia o gráfico ao lado). E não se trata de falta de vagas. "A queda de procura tem sido imensa. Entre 2001 e 2006, houve o crescimento de 65% no número de cursos de licenciatura. As matrículas, porém, se expandiram apenas 39%", afirma Bernardete Gatti, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas e supervisora do estudo. De acordo com dados do Censo da Educação Superior de 2009, o índice de vagas ociosas chega a 55% do total oferecido em cursos de Pedagogia e de formação de professores.

Faltam bons candidatos
A baixa procura contrasta com a falta de docentes com formação adequada
Ilustração: Mario Kanno
Fontes: Inep e Censo da Educação Superior (2004 e 2008)

Um terço dos jovens pensou em ser professor, mas desistiu
Ilustração: Mario Kanno
Ilustrações: Mario Kanno
O estudo indica ainda que a docência não é abandonada logo de cara no processo de escolha profissional. No total, 32% dos estudantes entrevistados cogitaram ser professores em algum momento da decisão. Mas, afastados por fatores como a baixa remuneração (citado nas respostas por 40% dos que consideraram a carreira), a desvalorização social da profissão e o desinteresse e o desrespeito dos alunos (ambos mencionados por 17%), acabaram priorizando outras graduações. O resultado é que, enquanto Medicina e Engenharia lideram as listas de cursos mais procurados, os relativos à Educação aparecem bem abaixo (leia os gráficos na página ao lado).

Um recorte pelo tipo de instituição dá mais nitidez a outra face da questão: o tipo de aluno atraído para a docência. Nas escolas públicas, a Pedagogia aparece no 16º lugar das preferências. Nas particulares, apenas no 36º. A diferença também é grande quando se consideram alguns cursos de disciplinas da Escola Básica. Educação Física, por exemplo, surge em 5º nas públicas e 17º nas particulares. "Essas informações evidenciam que a profissão tende a ser procurada por jovens da rede pública de ensino, que em geral pertencem a nichos sociais menos favorecidos", afirma Bernardete. De fato, entre os entrevistados que optaram pela docência, 87% são da escola pública. E a grande maioria (77%), mulheres.

O perfil é bastante semelhante ao dos atuais estudantes de Pedagogia. De acordo com o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de Pedagogia, 80% dos alunos cursaram o Ensino Médio em escola pública e 92% são mulheres. Além disso, metade vem de famílias cujos pais têm no máximo a 4ª série, 75% trabalham durante a faculdade e 45% declararam conhecimento praticamente nulo de inglês. E o mais alarmante: segundo estudo da consultora Paula Louzano, 30% dos futuros professores são recrutados entre os alunos com piores notas no Ensino Médio. O panorama desanimador é resumido por Cláudia*, aluna de escola pública em Feira de Santana, a 119 quilômetros de Salvador: "Hoje em dia, quase ninguém sonha em ser professor. Nossos pais não querem que sejamos professores, mas querem que existam bons professores. Assim, fica difícil".
Publicado em NOVA ESCOLA Edição 229JANEIRO/FEVEREIRO 2010.

Conflitos do dia a dia nas escolas


Cresce cada vez mais o número de relatos de professores quanto às dificuldades em lidar com os alunos de todas as classes sociais e econômicas, de ambos os sexos, de todas as raças e de todas as séries. 

Os relatos tratam a respeito de problemas tais como: a falta de limites dos alunos, a transferência da função paterna e materna para o professor, problemas de relacionamento familiar, problemas com colegas de classe, gerando disputas, agressões verbais e até físicas e algumas vezes necessitando de intervenção policial. 

Toda essa problemática nos mostra que a violência não é apenas exclusividade de algumas escolas brasileiras, pois os meios de comunicação, em massa, banalizam e incentivam de certa forma a violência como resposta a todas as dificuldades da vida. 

Penso que não adianta atacar os efeitos sem destruir suas causas. Não adianta combater especificamente, por exemplo, o tráfico de drogas se não combatermos a ignorância que possibilita o surgimento de novos usuários. Não adianta combater a violência se nós mesmos não entendemos sua origem e exemplificamos inconscientemente, em nossa conduta pessoal. 

Não adianta, hoje, ordenar: -Não briguem! – Silêncio! – Prestem atenção! Se não soubermos identificar as causas dessas atitudes e mostrar seus direitos negativos para aqueles que as praticam. 

Isto se chama consciência, consciência de si e do mundo, das relações do melhor para mim, do que é bom e do que é belo. Significa gostar de si mesmo, significa aprender a viver melhor, a compreender e a se posicionar no mundo.

Cabe à escola, ser o espaço de continuidade desse viver melhor e aos educadores serem motivadores de transformação natural e cultural a que pertencemos.




Nelcy Oliveira dos Santos
Colunista do Portal Rede do Saber

Dicas para os pais ajudarem na vida escolar dos filhos


Independentemente da etapa, é muito importante que os pais sempre se disponham a organizar, orientar e acompanhar o desempenho de seus filhos na escola. Não cabe deixar esta responsabilidade apenas a cargo do professor, se faz necessário toda uma participação em casa, que exige não apenas cobranças, e sim, bastante paciência, além de uma bela dose de incentivo.


Aos pais que sentem dificuldades neste sentido, recomendo a leitura das dicas abaixo, dicas estas que certamente contribuem (e muito) na vida escolar de qualquer criança.


Como os pais podem ajudar na vida escolar de seus filhos 

  • Lendo atentamente todas as comunicações enviadas pela Escola e comentando-as com seus filhos;
  • Participar de todos os eventos relacionados com seu filho, com a classe de seu filho e com a Escola como um todo;
  • Ajudando seu filho(a) a organizar o seu dia, para que venha à Escola com um bom estado de espírito. Para tanto faça que ele tenha uma boa noite de descanso, com horas suficientes de sono, acorde com tempo suficiente para se vestir, tomar seu café da manhã ou almoço com calma e tenha horários regulares e bem distribuídos para fazer a tarefa de casa, brincar (incluindo tempo de T.V.) e outras atividades;
  • Utilizando a agenda de seu filho para ajudá-lo na organização de suas responsabilidades escolares, bem como para receber ou mandar comunicados para a Escola;
  • Providenciando para que seu filho tenha sempre o uniforme completo e adequado, tanto para o verão quanto para o inverno;
  • Contribuindo para que ele tenha o hábito de arrumar sua mochila antes de vir para a Escola, para que ele não esqueça suas tarefas ou materiais necessários para as aulas;
  • Mostrando um sincero interesse por aquilo que estiver aprendendo na Escola, comentando, discutindo, acrescentando informações, providenciando fontes de informação;
  • Ajudando os professores e coordenadores de seu filho a conhecê-lo melhor. Para isso, sempre que sentir necessidade agende um encontro. Fale, ouça, avalie. É importante que a criança sinta a cumplicidade entre a família e a Escola, que juntos, queremos que ela se sinta feliz;
  • Participando junto com seu filho de momentos prazerosos de leitura em casa;
  • Contribuindo em algumas atividades da sala de aula de seu filho, partilhando sua experiência profissional, seu hobbie, seus talentos. Entre em contato com a professora para agendar o melhor dia;
  • Apoiando sempre a criança em seu caminho pessoal dentro da aprendizagem. Temos que colocar aos nossos filhos desafios, mas nunca maiores que suas possibilidades, respeitando seu ritmo, evitando comparações com outros filhos ou crianças, evitando realizar nelas expectativas que temos ou tivemos para nós;
  • Ajudando na lição de casa. Quando o assunto é lição de casa, fala-se muito em lugar adequado, escrivaninha organizada, horário combinado. Mas o fato é que para algumas crianças e pais, este momento transforma-se em um grande conflito. 


Acolhida na Educação Infantil


Acolhida na Educação Infantil



Mais profissionais e atenção a quem chora

Nas turmas com crianças menores e bebês, é comum que muitos chorem e precisem de mais atenção no período de adaptação. Nos primeiros dias, é importante ter disponível um número maior de profissionais por turma, capazes de acolher e atender melhor a todos. Se só um dos pequenos ainda não se adaptou e continua chorando, o professor não deve isolá-lo, temendo que os outros chorem também. Deixe-o juntamente com as demais crianças que já estejam adaptadas. Assim, ele pode interagir com os colegas com a sua mediação.



Diversão e sensações

Para os pequenos, é importante que a escola se apresente como um ambiente agradável. proponha atividades com coisas que divirtam as crianças, como água, farinha ou tinta. conforme a idade, faça comidinhas fáceis e gostosas com elas - brigadeiro, por exemplo. durante a atividade, você pode se aproximar da turma, brincar e começar a estabelecer vínculos.





Espaço para os pais

Reserve um lugar com revistas e jornais para que os pais fiquem durante o período em que as crianças estão em classe. Aproveite os primeiros dias para conversar com eles sobre como será o ano. Destaque também a importância de as famílias contarem à escola o que ocorre em casa.






Recepção no Ensino Fundamental


Recepção no Ensino Fundamental



Conversa inicial e expectativas para o ano

Para que os alunos possam conhecê-lo, comece a aula se apresentando e contando sua experiência. Diga há quanto tempo dá aulas e relate projetos interessantes que já fez. com os alunos mais velhos, explique como e por que escolheu ser professor. Procure não apresentar regras de convivência logo de cara. elas serão construídas em conjunto ao longo do ano. Conte à turma o que espera ensinar ao longo do ano e pergunte quais as expectativas em relação às aulas. explique aos alunos sua forma de trabalhar. Diga se pretende pedir trabalhos escritos ou provas e quais materiais costuma usar. Para os mais velhos, faça um panorama do curso e fale um pouco sobre os conteúdos a ser trabalhados.


Apresentação da turma

Cabe ao professor mostrar à classe como é importante que todos se conheçam. Prepare dinâmicas que mobilizem o interesse de um aluno pelo outro. Uma ideia é dividir a turma em duplas aleatórias e pedir que conversem sobre o que mais gostam - música, comida, brincadeira. Em seguida, proponha que cada um apresente o colega à turma. Outra sugestão é passar um filme que fale sobre as relações humanas e propor uma discussão.




Bate-papo com veteranos

Uma boa maneira de matar a curiosidade da turma sobre a etapa que começa é promover uma conversa com os alunos que estiveram naquela classe no ano anterior. Na primeira semana, quem está no 7O ano, por exemplo, pode visitar a turma do 6O para explicar a rotina, contar os desafios etc. Combine essas visitas com os demais professores.






Volta às aulas: como organizar a recepção dos alunos


Para integrar os alunos novos e receber bem os antigos, é preciso planejamento e cuidado


O ano letivo começa e muita coisa muda na escola. Alunos novos chegam e os que já estudavam na unidade no ano anterior são reorganizados em outras turmas, com colegas e professores diferentes. Planejar a volta às aulas é fundamental. É preciso integrar os novatos, acolher quem retorna e garantir o melhor ambiente para que todos convivam. "É importante que os estudantes notem que houve preparo para o momento de recebê-los", defende Jussara Tortella, professora do programa de pós-graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). 

O fundamental nos primeiros dias é criar um ambiente de acolhida, em que cada um se sinta pertencente ao espaço escolar. Esse ambiente aparece em decisões planejadas - como a exposição de mensagens de boas-vindas nas paredes, a apresentação da escola aos novatos, as dinâmicas que o docente faz em classe para conhecer a turma etc. 

"A volta às aulas deve ser preparada de acordo com o segmento em que estão os alunos", explica Célia Cassiano, diretora da EMEF Jardim Monte Belo, em São Paulo. Todo ano, ela define atividades diferenciadas para receber as crianças que chegam para cursar o Ensino Fundamental no período diurno e os mais velhos, que vão estudar à noite na Educação de Jovens e Adultos (EJA). O mesmo ocorre com escolas de Educação Infantil. Os cuidados próprios à faixa etária não podem ser esquecidos. Com os pequenos, a adaptação deve ser bem planejada para que a escola não seja vista como um ambiente hostil. 


Recepção das famílias

No horário de entrada, é importante que o diretor e o coordenador estejam no pátio para tirar dúvidas dos pais e ajudar os alunos, principalmente os novatos. atitudes como essa demonstram que os gestores estão abertos a questionamentos e interessados em acolher todos os estudantes desde o início do ano letivo.








Apresentação da escola

Para que os novatos conheçam o lugar em que vão estudar, é importante organizar uma equipe para recepcioná-los, mostrar as dependências da instituição e apresentar os funcionários. Uma sugestão é propor que os estudantes mais antigos fiquem responsáveis por essa visita guiada. assim, os novos já começam a conhecer a turma.






Integração dos alunos

Estimule os novos estudantes a participar de grupos mistos, formados por alunos de diferentes anos. Essas equipes podem ser organizadas pelos próprios estudantes, de acordo com as áreas de interesse deles. Grupos de jardinagem, teatro e esportes são algumas opções.









Cuidado com os novatos

Quando ainda não conhecem os colegas, crianças e jovens que acabaram de chegar tendem a ficar mais retraídos. para evitar esse isolamento, é importante que a escola planeje atividades para momentos como o intervalo. nos primeiros dias, é bom também pedir que os educadores prestem atenção extra nos novatos para que não fiquem sozinhos.








Refletindo sobre a volta às aulas


São momentos únicos o retorno à escola.

Acontecem encontros,reencontros ou ainda desapego da mãe pelo seu pequeno.

Choros e risos se cruzam pelo espaço escolar, organizando assim mais um ano letivo. 

O acolhimento neste momento é fundamental para que o aluno encontre a razão de estar ali e compartilhar, registrar, entender e aplicar o que é realmente uma escola! 

E o que é mesmo, uma escola?

É um lugar onde aprendemos a ler e escrever, é onde estudamos e aprendemos muita coisa, mas também nos divertimos e aprontamos muita confusão. 

Ouvindo e vivenciando essas falas, os professores ficam com a responsabilidade de passar segurança, de motivar, de conquistar os alunos para que se sintam parte da escola tendo prazer em estar nela. 

Esse primeiro contato pode ser determinante para o êxito do educando durante o ano letivo que se inicia.

Desejo a todos um feliz retorno e que a escola seja um lugar para sermos felizes!




Nelcy Oliveira dos Santos
Colunista do Portal Rede do Saber

20 passos para combater a indisciplina com alunos


  1. Estabeleça regras claras
  2. Faça com que seus alunos as compreendam
  3. Determine uma sanção para a quebra das mesmas
  4. Determine uma recompensa para seu cumprimento
  5. Peça apoio de seus colegas de equipe
  6. Estabeleça estratégias em conjunto com a equipe; os alunos precisam perceber a hegemonia das atitudes
  7. Respeite seus alunos
  8. Ouça-os
  9. Responda ao que lhe for perguntado com educação e paciência
  10. Elogie boas condutas
  11. Seja claro e objetivo em suas intervenções
  12. Deixe claro que o que é errado é o comportamento, não o aluno
  13. Seja coerente em suas expectativas
  14. Reconheça os sentimentos de seus alunos e respeite-os
  15. Não lhes diga o que fazer; permita que cheguem às suas próprias conclusões
  16. Não descarregue a sua metralhadora de mágoas em cima deles
  17. Encoraje sempre
  18. Acredite no potencial de cada um e no seu
  19. Trabalhe crenças negativas transformando-as em positivas
  20. Seja afetuoso(a) 


[ + ] Fonte: Manual do Professor. Revista Profissão Mestre

15 mitos da Educação



Nesta reportagem, convidamos você a refletir sobre 15 ideias presentes no dia a dia da sua profissão. Vale a pena analisar como essas questões interferem em sua prática. Seus alunos vão agradecer



1 - Para ser um bom professor é preciso ter dom e vocação

Por que é um mito A docência não é uma capacidade inata, e sim uma carreira que, como outras, pressupõe esforço pessoal e formação que possibilitem o domínio de aspectos teóricos e práticos ligados à aprendizagem. 

Por que derrubá-lo Um dos grandes desafios do país é a revalorização da carreira docente - com bons salários e condições de trabalho dignas para os educadores. Para que isso ocorra, é necessário que todos tenham acesso à formação inicial e continuada de qualidade. Só com estudos constantes, planejamento e dedicação, é possível ser um bom professor, ou seja, ensinar todos os estudantes. 

"Não é admissível que alguém lecione apenas porque gosta de crianças ou acredita que leva jeito. A docência exige conhecimentos científicos." 
Carlos Roberto Jamil Cury, professor titular aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



2 - A função mais importante da escola é formar cidadãos

Por que é um mito Não se pode desvalorizar a cultura escolar propriamente dita para dar mais importância a dimensões extracurriculares. 

Por que derrubá-lo Não há como ser contra oferecer uma Educação integral aos estudantes e ensiná-los para a cidadania - ideia que começou a chegar à escola no fim do século 19. Nos últimos anos, inúmeros temas foram incorporados desenfreadamente ao currículo com esse objetivo. Porém isso não pode tomar mais tempo e energia dos professores do que atividades básicas, como a alfabetização e o ensino dos conteúdos de cada uma das disciplinas. Para dar conta dessa formação tão ampla, a articulação é o caminho. Outras instituições além da escola - como espaços culturais e asssociações comunitárias - podem contribuir com a aprendizagem de aspectos relacionados à cidadania e à cultura.

"As aprendizagens escolares são uma condição fundamental da cidadania. Ninguém é cidadão, de corpo inteiro, se não conhecer a língua e a história, a matemática e as ciências, a filosofia e as artes." 
António Nóvoa, educador português e reitor da Universidade de Lisboa.



3 - Criança pobre não aprende

Por que é um mito Todos podem aprender, independentemente de sua condição socioeconômica. 

Por que derrubá-lo A ideia de que crianças das camadas mais pobres não avançam nos estudos é fruto de um déficit histórico do país com a Educação. Somente na década de 1990, o Brasil conseguiu ultrapassar a marca de 90% da população de 7 a 14 anos no Ensino Fundamental - hoje esse índice é de 97,6%. Isso possibilitou a inclusão na escola de milhares de crianças, cujos pais, em sua maioria, estiveram fora do sistema de ensino. Muitas chegaram - e ainda chegam - às salas de aula sem nunca ter tido acesso a livros, revistas e jornais, por exemplo. Esses, no entanto, não são motivos para que haja dificuldades na compreensão dos conteúdos. Se o país avançou na ampliação do acesso e estudar é um direito universal, cabe agora ao sistema oferecer um ensino de qualidade, garantindo a permanência de todos nas salas de aula. A solução é permitir que cada estudante avance do ponto em que está. Ao fim da Educação Básica, espera-se que todos tenham as mesmas oportunidades, independentemente de seu contexto econômico e social. Para que isso ocorra, vários fatores são essenciais: formação inicial e continuada de qualidade para a equipe escolar, infraestrutura, um currículo coerente com a realidade local e um acompanhamento constante. 

"A escola é, por excelência, o espaço da garantia da aprendizagem. Se o contexto social dos alunos não contribui, cabe a ela proporcionar as oportunidades necessárias." 
Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC).



4 - Educação se aprende em casa. Cabe à escola apenas ensinar os conteúdos

Por que é um mito A escola, além de dar conta do currículo das disciplinas, também é um espaço de socialização, em que se aprendem regras de convivência e o respeito às diferenças. 

Por que derrubá-lo É papel da família, sem dúvida, orientar as crianças para que elas dominem algumas regras básicas de conduta. Essa tarefa, entretanto, não é apenas uma atribuição dos pais. A escola também é responsável por ensinar regras coletivas, que são valorizadas pela cultura da sociedade de que ela faz parte, e que nem sempre são seguidas em casa. É essencial para os estudantes ter outros adultos como referência, além da própria família. O professor, certamente, é um deles e, por isso, pode causar um impacto muito positivo na vida deles.


"Não é justo esperar que os pais, cuja maioria tem escolaridade menor que a dos filhos, ensinem a eles todas as habilidades e competências que precisam ser aprendidas ao longo da vida." 
Patrícia Mota Guedes, pesquisadora da Fundação Itaú Social, em São Paulo.



5 - Para os pequenos, livros ilustrados e com texto curto são os melhores

Por que é um mito Desde cedo, as crianças precisam ter contato com bons livros, não só com belas ilustrações, mas também com narrativas de qualidade. Isso é o que torna a leitura prazerosa. 

Por que derrubá-lo No passado, o primeiro livro era um presente para as crianças que aprendiam a ler. Hoje, no entanto, está comprovado cientificamente que, quanto mais cedo elas entram em contato com o mundo das letras, maiores as possibilidades de se tornarem futuras leitoras. Publicações com poucas palavras ou frases soltas podem parecer mais adequadas às turmas que ainda não foram alfabetizadas - mas acabam somente passando a ideia de que a leitura é sempre rápida e fácil. Ouvindo textos maiores e melhores, os pequenos ampliam progressivamente a capacidade de ouvir e de se concentrar. Ao ter a oportunidade de conhecer a boa literatura, eles entendem, de fato, por que vale a pena ler. 

"As crianças não devem ser subestimadas, e sim concebidas como leitores plenos desde antes da alfabetização." 
Elizabeth D'Angelo Serra, secretária geral da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.



6 - Muitas crianças não aprendem porque vêm de famílias desestruturadas

Por que é um mito Há casos de sucesso e de fracasso escolar nas diferentes organizações familiares. A existência de um núcleo tradicional - com pai, mãe e filhos - não determina a maior atenção à Educação em casa. 

Por que derrubá-lo Pesquisas apontam que os alunos têm melhor desempenho quando seus pais conhecem bem o sistema escolar, conversam sobre leituras realizadas e têm maior expectativa em relação à escolaridade deles. Essa atenção pode ser garantida em diferentes estruturas familiares. Todos podem estimular a vida escolar dos filhos desde que saibam como. Conhecendo seus alunos e o contexto social em que vivem, a escola pode ajudar as famílias a reconhecer o valor da assiduidade e garantir um ambiente de aprendizado em casa. 

"É mais importante avaliar em que aspectos a família pode contribuir com o aprendizado dos filhos do que a forma como ela está estruturada." 
José Francisco Soares, professor titular aposentado da UFMG.



7 - Meninos são melhores em Matemática

Por que é um mito Todos possuem a mesma capacidade de aprendizagem, independentemente do sexo. 

Por que derrubá-lo Várias pesquisas demonstram, sim, que há diferenças no aprendizado entre homens e mulheres em diversas áreas. Entretanto, é necessário compreender que as diferenças são fruto de uma questão de gênero - e não biológica, inata. A divisão de papéis sociais entre meninos e meninas é que contribui para o desenvolvimento de capacidades que facilitam o aprendizado dessa ou daquela disciplina. Para superar essa realidade, é essencial que tanto a família como a escola deem as mesmas oportunidades e desafios para todos. 

"Aprender, independentemente do sexo, é uma questão de igualdade de oportunidades e de direitos." 
Daniela Finco, professora do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus de Guarulhos.



8 - Creche é um mal necessário

Por que é um mito Ter um bom desenvolvimento na primeira infância é um dos fatores que mais influenciam o sucesso escolar. Mais do que cuidar da criança e alimentá-la, a creche tem como função proporcionar diferentes experiências de socialização a ela. 

Por que derrubá-lo A maior presença da mulher no mercado de trabalho tem ampliado a demanda por creches. Porém a decisão de matricular os pequenos não deve ser feita apenas porque os pais trabalham e não há quem cuide deles. O grande desafio é consolidar essa etapa da Educação Infantil como um momento educativo, que potencialize o desenvolvimento integral e a socialização.


"A creche não deve ser obrigatória, mas é fundamental quando, em casa, não há espaço e materiais adequados para brincar ou a possibilidade de interagir com outras crianças." 
Maria Clotilde Rossetti-Ferreira, coordenadora do Centro de Investigações sobre Desenvolvimento Humano e Educação Infantil (Cindedi) da Universidade de São Paulo (USP).



9 - A repetência sempre melhora o desempenho

Por que é um mito Vários estudos apontam que a reprovação tem um alto custo educacional. Quanto mais o estudante repete, maiores as possibilidades de que ele seja reprovado novamente ou abandone a escola. 

Por que derrubá-lo Para deteminar o que cada aluno aprendeu, não há dúvida de que é necessário avaliá-lo. A questão é o que se faz com as informações trazidas por provas e outros instrumentos. Reprovar a criança por não ter atingido os objetivos propostos e submetê-la a aulas sobre os mesmos conteúdos, inclusive aqueles que ela já domina, dificilmente vai contribuir para que aprenda mais. Uma pesquisa da UFMG comprovou isso. Com base nos resultados do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa), promovido pela Secretaria Estadual de Educação, alunos com baixo desempenho que repetem aprendem menos do que os que passam de ano. Para reduzir o índice de 11% dos que fracassam anualmente no Ensino Fundamental no país, a saída é adotar diferentes estratégias de ensino para que quem apresente dificuldades possa se recuperar durante o ano letivo.


"A repetência não traz benefícios para o aluno. Ele não vai aprender mais ao ser afastado de sua turma e passar mais um ano assistindo às mesmas aulas dadas no ano anterior. É preciso avaliar quais são suas deficiências. Não basta passar de ano. O importante é aprender." 
Vera Masagão, pesquisadora e coordenadora geral da Ação Educativa, em São Paulo.



10 - Sem a possibilidade de reprovação, os alunos perdem o respeito pelo professor

Por que é um mito A reprovação não é um mecanismo de punição, e sim uma medida extrema tomada quando não há possibilidade de o aluno avançar. A autoridade do professor é garantida quando ele trata os estudantes com respeito, domina os conteúdos de sua disciplina e apresenta propostas desafiadoras intelectualmente, que os fazem progredir. 

Por que derrubá-lo Em geral, educadores que recorrem à avaliação como meio de pressão não estão conseguindo tornar a aprendizagem significativa para os alunos. Quando crianças e jovens reconhecem que os resultados de provas, por exemplo, podem ser direcionados contra eles próprios, criam uma aversão a elas. A avaliação deve sempre ser vista como uma forma de verificar o quanto cada um avançou. Se bem elaborada, ela permite identificar as dificuldades dos alunos e, com base nisso, trabalhar para que eles se recuperem em tempo. Assim, a repetência não é mais necessária. 

"A escola precisa deixar de buscar os culpados pelo fracasso escolar e passar a partilhar as responsabilidades. A motivação dos alunos deve ser aprender e não apenas passar de ano." 
Ana Aragão, pesquisadora do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral (Gepem), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).



11 - A cópia e a repetição são boas estratégias de ensino

Por que é um mito Apenas copiar ou fazer exercícios repetitivos não garante a aprendizagem dos alunos. 

Por que derrubá-lo Apesar de serem práticas comuns em muitas escolas, as cópias e outras atividades de repetição por si só não ajudam a criança a avançar. Passar longos textos do quadro para o caderno ou resolver inúmeros exercícios do mesmo tipo consome um tempo precioso da aula, que poderia ser mais bem aproveitado com outras situações didáticas desafiadoras.

A ideia não é abolir de vez essas estratégias, mas só empregá-las quando houver contribuição para o aprendizado de determinada habilidade, como jogar várias vezes o mesmo jogo para aprimorar suas estratégias.

"Para aprender não é suficiente repetir um conteúdo ou memorizá-lo. Somente é possível aprender quando há reflexão sobre aquilo que se faz." 
Lino de Macedo, professor do Instituto de Psicologia da USP.



12 - Trabalho em grupo sempre gera indisciplina

Por que é um mito O movimento em classe e a troca de ideias podem gerar barulho, mas isso não é sinônimo de desordem. Muitas vezes, um ambiente quieto e o "bom comportamento" podem esconder dúvidas e problemas de aprendizagem. 

Por que derrubá-lo A atividade em grupo, em muitas situações, é a dinâmica mais eficiente e pode trazer melhores condições de aprendizado. A interação favorece a cooperação, possibilita que os estudantes entendam pontos de vista mais próximos dos seus e até revejam seus argumentos. Em geral, os mais curiosos, questionadores, que levantam dúvidas, trazem informações de seu cotidiano e contrapõem ideias são aqueles que mais aprendem.

Quando a proposta é adequada aos objetivos e motiva a todos, é grande a possibilidade de bons resultados. O importante, aqui, é acompanhar de perto o trabalho de cada grupo para garantir a produtividade.

"Quando o trabalho em grupo é orientado e supervisionado, os estudantes se sentem envolvidos e dificilmente se dispersam." 
Maria Suzana de Stefano Menin, professora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp), campus de Presidente Prudente.



13 - É papel da escola elevar a autoestima dos estudantes

Por que é um mito A principal função da instituição é ensinar os conteúdos curriculares. Não é por meio de elogios rasgados e premiações para os que fazem as tarefas mais rapidamente que a garotada vai se sair bem. 

Por que derrubá-lo O aluno se sente capaz quando reconhece que aprendeu algo e, para que isso ocorra, é preciso que o professor saiba o nível em que está cada um. Vale lembrar que aprendemos com os erros e a avaliação eficiente é capaz de apontar em quais aspectos cada um pode melhorar. Somente boas condições de aprendizagem podem contribuir para elevar a autoestima rebaixada em relação ao desempenho escolar insuficiente. Quando um estudante com dificuldades é comparado com os melhores da sala, seu esforço pode sinalizar apenas mais um fracasso e o resultado será novamente a desmotivação. 

"Muitas vezes, o fracasso escolar é atribuído a problemas emocionais ou psicológicos. Porém a principal causa dele são condições inadequadas de aprendizagem em classe." 
Sueli Edi Rufini, professora do Centro de Educação, Comunicação e Artes da Universidade Estadual de Londrina (UEL).



14 - Os alunos aprendem mais quando a atividade é lúdica

Por que é um mito Aprender pressupõe um esforço cognitivo e requer força de vontade, disciplina, concentração e dedicação. Atividades dinâmicas e divertidas não garantem, necessariamente, todas essas condições em sala. 

Por que derrubá-lo O conhecimento deve fazer as pessoas se sentirem inteligentes, capazes, fortes e autônomas. O grande desafio da escola é demonstrar a importância do saber na sociedade moderna e o quanto aprender pode ser desafiante e interessante. É dessa sensação que deve vir a satisfação pelo estudo. As brincadeiras certamente deixam os alunos mais animados, mas, se você tem como objetivo levar a turma a aprender os conteúdos previstos em cada disciplina, o melhor caminho é propor situações desafiadoras, que façam sentido para o aluno e valorizem o seu esforço em superar limites. Para planejá-la, a primeira condição é conhecer o que todos já sabem. Assim, você não apresenta um desafio tão difícil que possa desmotivá-los nem tão fácil que os desestimule a dedicar tempo a ele. 

"Brincadeiras e jogos não devem ser utilizados como recurso para que os alunos façam uma atividade. A motivação precisa ser a aprendizagem. Esse é o desafio." 
Bernard Charlot, professor visitante na pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Sergipe (UFS).



15 - Conteúdo dado é conteúdo aprendido

Por que é um mito Ensino e aprendizagem são processos distintos. O professor ensina, propõe atividades e problemas, mas isso não significa que todos aprendam da mesma forma. 

Por que derrubá-lo Dar conta de todo o programa é um desafio! Por outro lado, não adianta prosseguir com o cronograma se os alunos não estiverem entendendo. Seguir para o próximo assunto e ignorar aqueles que estão com dificuldade pode trazer impactos cada vez mais difíceis de superar. Quando necessário, é preciso voltar ao mesmo assunto com outras formas de abordagem. 

"Não é possível culpabilizar o aluno pelo fracasso. Se o contexto social não é favorável, o investimento educacional precisa ser maior." 
Telma Weisz, supervisiona o programa Ler e Escrever, da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.




Publicado em NOVA ESCOLA Edição 240MARÇO 2011. Título original: Ideias que jogam contra o ensino